Por que fazer um blog? Eu me fiz esta pergunta
quando decidi criar um.
Desde criança eu sonho em me tornar escritora. Olhar
uma folha em branco me faz pensar em preenchê-la com palavras cativantes. As
palavras sempre me fascinaram.
Amo todo
estilo de texto, mas dentre eles a crônica me encanta. Fico perplexa como Rubem
Braga (meu preferido), Fernando Sabino, Carlos Drummond, Rachel de Queiroz conseguiam pegar temas
tão corriqueiros e...
Não precisa
esfregar na minha cara que a crônica é feita de fatos cotidianos. Eu sei! Mas eles
tomavam fatos sem importância e transformavam em uma obra de arte.
Neste momento, o ar ao meu redor tem um cheiro de admiração, reverência, assombro e, é claro,
uma pitada de cobiça. (Não, não é inveja. Inveja é querer que o outro não
tenha. Cobiça é querer o que o outro tem.) Lógico que eu queria ter o talento
deles. Já imaginou?! Eu já. Milhares de vezes.
Alguém
pode pensar e até perguntar: se você quer escrever, por que não escrever um
logo um romance? Acho que tem haver com a minha personalidade e estilo de vida,
eu sou agoniada demais para um romance.
Adoro ler, e
romances estão no topo da lista. Mas para escrever gosto de olhar as minúcias
do dia, fazer recortes de momentos, perceber de forma diferente o costumeiro.
As coisas
ordinárias e efêmeras têm um sabor de infância, de beijo de menta, de cheiro de
grama cortada, de chuva, de brigadeiro de colher com pipoca...
Fazer um blog
é uma forma de extravasar a minha vontade de escrever, uma coisa que está
latente desde antes da Faculdade. Também é uma forma de exercitar o cérebro, de criar novas sinapses.
Peço paciência a quem se aventurar por estas páginas, tenho interesses diversos e
nem sempre os assuntos terão uma continuidade cronológica ou lógica, porém
seguirão o impulso do meu coração. Não
será feito só de crônicas, mas de tudo que a inspiração, a imaginação e a
paixão (haja ãos) desejarem.
Cheiros,
Iara Oliveira
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